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São Jorge

Datos geográficos. Ilha prolongada que, com 56 quilómetros de extensão, sómente alcança oito quilómetros de largura máxima. São Jorge tem uma área total de 246.25 quilómetros quadrados, e está situada a 2. 38º 24' latitude norte e a 28º 33' de longitude oeste. A sua população ascende a 9.764 habitantes (segundo o censo de 2001).

A ilha divide-se em dois municípios ou localidades: Calheta e Velas. Concelho de Calheta está constituído por cino povoaçes: Calheta, Norte Pequeno, Ribeira Seca, Santo Antão e Topo (N. Sra. do Rosário). Por sua parte, Concelho de Velas está constituido por seis vilas: Manadas (Santa Bárbara), Norte Grande (Neves), Rosais, Santo Amaro, Urzelina (São Mateus) e Velas (São Jorge).

Criada por sucessivas erupções vulcânicas na linha recta, das que se conservam diversos cráteres que seguen sendo cráteres, a sua plataforma central tem a altitude media de 700 m, com o seu ponto mais elevado superando os 105o m (Pico da Esperança). A costa, com muito relevo e quase vertical, sobretudo na zona norte, é interrumpida por pequenas superfícies planas na costa.

Festas. As principias festas desta ilha são:

As Festas do Espírito Santo: A principal celebração desta ilha é a festa do espírito santo, comúm em todo o arquipélago e organizada por uma capela denominada de imperio. Trata-se de uma importante festa religiosa que tem lugar todos os domingos durante sete semanas antes da Páscua e culmina no séptimo domingo, Pentecostés.

Semana Cultural das Velas: É o acontecimento mais ilustre da ilha. Nessa semana celebram-se conferências e exposições de figuras destacadas da cultura de Açores. Oferece-se, na primeira semana de Julho, concertos de artistas locais e vindos de Portugal continental. Também há uma feira Taurina, e finalmente a regata de Horta-Velas-Horta, que completa o cartaz destas famosas festas.

Festival de julho: Durante quatro dias, Calheta anima-se com diversos acontecimentos, desde desfiles etnográficos, comédias musicais e representações teatrais, até exposiçoes e concursos desportivos

Romeria Nossa Senhora de Carmo: Celebra-se na Fajã de Vimes, em 16 de julho.

Romeria de Santo Cristo: Fogos artificiais e grande colorida destacam nesta festa religiosa que se celebra no primeiro domingo de setembro.

Gastronomia: Os pratos típicos de carne e peixe da cozinha açoriana também estão presentes em São Jorge. A ele pertence, no entanto, o exclusivo das carnosas conchas, recolhidos nas águas da caldeira de Santo Cristo. Relativamente aos doces, a variedade é grande e inclui coscorões, rosquilhas aguardente, espécies, suspiros, olvidados, bolos de víspera, cavacos, tarte queijada de leche, açucareira blanca.

O queijo de São Jorge é conhecido internacionalmente, e cura-se durante alguns meses nas salas em que mantêm uma temperatura constante. Exporta-se a vários países, aonde se aprecia pelo sabor espinhoso que adquire com o tempo e o transforma num delicioso aperitivo. Sugerimos que o acompanhe com um bom vinho roxo e um pão encargado. A produção deste queijo é o principal apoio económico da ilha de São Jorge.

História. O descubrimento e assentamento nesta ilha está rodeado de mistérios. A primeira referência a São Jorge tem a sua origen em 1439, e sabe-se que por volta de 1470, quando já existiam pequenos grupos de colonos nas costas occidentais e meridionais da ilha e incluso a aldeia de Velas havia sido fundada, chegou a ilha o nobre flamengo Wilhelm van der Haegen, que criou uma aldeia famosa pelas suas grandes virtudes, Topo, e a qual posteriormente se denominou Guilherme da Silveira.

O assentamento da ilha, por gente vindos do norte do continente, deveu-se ser rápido, igual que o seu desenvolvimento, dado que a sua Capitanaria foi objecto de uma donação, em 1483, a João Vaz Corte Real, donatário de Angra (Terceira), e dado que Velas recebeu a sua carta de burgo antes de finalizar o século XV. Topo convertiu-se na cabeza do partido de cantão em 1510, e Calheta alcançou-o em 1534, demostrando assim a vitalidade de uma economia que encontrava na vide, no trigo, no cultivo do pastel e na recolecção da urchilla -estes dois productos que se exportam para Flandes e de outros países de Europa para ser utilizado na tintorería- as suas principais producções.

A crise dinástica causada pela ascenção ao trono de Portugal do rei Felipe II de Espanha teve a sua trascendência para São Jorge que, como Terceira, ficou a favor do aspirante português ao trono, Don António, Prior de Crato, não capitulando frente aos espanhóis até depois da caida de Terceira em 1583. Após esta data segue um longo período de vários sécalos em que a ilha permaneceu quase isolada, por causa do precário refúgio que os seus portos ofereciam aos navios e à limitada importância da sua economia. Apesar de tudo, a ilha é propensa aos ataques corsários ingleses, franceses, turcos e argelinos durante os séculos XVI e XVII.

Entre as diferentes histórias que se conservaram com o passar do tempo sobre Pico destacam-se as seguintes: Em finais do século XVI, uma parte da esquadra colocada sob ordem do conde de Essex descarga na rede de Calheta; para recusar, os habitantes lançam pesadas pedras -únicas armas das que disponiam- e um soldado com o nome de Simão Gato ataca ao funcionário da fforça inimiga, e o rebata a sua bandeira. No século XVIII, o corsário françês Du-Guay-Trouin ataca São Jorge e, em 1816, um corsário argelino que pretendia tomar poder dum navio comercial é recusado pelos tiros da fortaleza de Calheta.

Outras calamidades que desconsolam a São Jorge são as privações e a escassez nos anos de má colheita que sofreí os seus hbitantes durante os séculos XVI e XIX; assim como os terramotos e as erupções vulcânicas dos anos 1757 e 1808.

O isolamento que a ilha sofreu durante o passado foi superado pelos trabalhos realizados nos dois principias portos de Pico – Velas foi superada pelos trabalhos realizados nos dois principias portos de Pico -Velas e Calheta- e pela construção do aeroporto, abrindo São Jorge a novos horizontes de prosperidade e progresso, baseados na utilização integra dos seus recursos naturais, a extensão da criação de gado e os productos lácteos, da pesca e a indústria de conservas.

 

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