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Pico
Datos geográficos. De forma prolongada, a ilha de Pico tem 447 quilómetros quadrados de superfície (42 km de largura e 15,2 de comprimento). Estructura-se em torno do vulcão que dá nome a ilha, que conta com 2.351 metros de altitude. Está situada a 38º 30’ de latitude norte e a 28º 20’ de longitude oeste. A sua população é de 14.806 milhões de habitantes (segundo o censo de 2001).
A ilha encontra-se dividida em três municípios: Lajes do Pico, Madalena e San Roque. O primeiro está constituído pelas localidades de Calheta do Nesquin, Lajes do Pico, Piedade, Ribeiras, Ribeirinha e São João. Bandeiras, Candelária, Criâçao Velha, Madalena, São Caetano e São Mateus integram o segundo município, e ao restante pertencem Prainha, Santa Luzia, Santo Amaro, Santo António e São Roque do Pico.
Festas. As principias festas desta ilha são:
As Festas do Espírito Santo: A principal celebração desta ilha é a festa do espírito santo, comúm em todo o arquipélago e organizada por uma capela denominada de imperio. Trata-se de uma importante festa religiosa que tem lugar todos os domingos durante sete semanas antes da Páscua e culmina no séptimo domingo, Pentecostés.
Embarcadouro de Agosto. As festas do Embarcadouro da ilha de Pico, tem como principal atração as actuações de grupos musicais nacionais e extranjeiros; regatas de pequenos botes baleeiros; actividades culturais e exposições, que atraem a esta aldeia milhares de imigrantes e forasteiros das restantes ilhas. Celebra-se no último fim de semana de Julho.
Festas de Santa Maria Madalena. Cada 22 de junho (julho?), Madalena celebra as suas festas em honra da sua patroa com grandes festejos. Aqui têm lugar diversos espectáculos musicais, e diversas actividades culturais e desportivas.
Festas do Bom Jesús Milagroso: É uma das festas religiosas mais importantes do grupo central. Tem lugar no Santuário de San Mateo de Pico. Durante três dias, desde 6 de agosto, a imagem do Senhor Bom Jesús Milagroso é venerada por alguns milhares de peregrinos que chegam de todo o arquipélago, assim como muitos emigrantes que vêm para pagar as suas promessas. Nestes dias, a localidade se veste con coloridos enfeitos para os festejos e é amenizada com a música das filarmónicas.
Semana dos Baleeiros: Trata-se de um acontecimento relacionado com a actividade baleeira, que durante muitos anos foi um dos principais sustentos económicos de Açores. Esta festa celebra-se em honra da Nossa señora de Lourdes e de todos os que realizaram esta actividade. Na última semana de agosto organizam-se espectáculos musicais, corridas dos pequenos barcos baleeiros, exposiçes artesanais e outras actividades culturais. Também se realiza nesta aldeia, desde 1998, a Bienal das baleias de Açores, aonde se juntam os especialistas nacionais e estranjeiros relacionados com a observação das baleias.
Festas das Vendimias. Relacionadas com a recolheita da uva na segunda semana de setembro, com vista à producção de vinho, celebra-se com diversas actividades, entre as quais se destaca a Regata Ruta do vinho Verdelho.
Gastronomia. Igualmente rica na sua gastronomia, a ilha de Pico possui um vasto conjunto de pratos sómente de sabores. Peixes frescos, boa carne de vaca e porco e bons crustáceos, são matérias primas usadas na elaboração dos famosos caldos de peixe, linguiça e toucinho com nhames, de los famosos caldos de pescados, longaniza y tocino con inhames, molhos de carne e polvo guisado, entre outros.
O queijo de Pico é igualmente unm producto reconhecido internacionalmente, e servido como entrada ou sobremesa, acompanhado de pão ou torta caseira de milho. Na confitaria destaca-se o arroz doce, a massa de sovada e a torta.
Além disso, Pico conta com vinho de alta qualidade, tanto de aperitivo como vinhos de mesa, brancos, tintos, angélica e os aguardentes, entre outros.
História. Dpois da sua conquista durante a primeira metade do século XV, Pico começou a povoar-se por volta de 1460 por gente originária do norte de Portugal. O seu primeiro capitão donatário foi Álvaro de Ornelas, mesmo que nunca tomou a possessão da ilha porque finalmente incorporou-se a Capitanaria de Faial.
Lajes foi o primeiro burgo da ilha, recebendo a sua carta em 1501, seguido por São Enroque em 1542. Os seus habitantes dedicaram-se nos seus inícios ao cultivo de trigo, da vide e do pastel, sob a influência da ilha vizinha de Faial, assim como a pesca. Nesta etapa sucederam-lhe vários séculos durante os quais a ilha permanece prácticamente à margen da história, desatacando sómente pelas importantes erupções vulcânicas do século XVIII.
Em 1723, Madalena alcançou o título de burgo, confirmando assim a sua importância económica como porto de conexão com com Faial, que por sua vez comercializava com o exterior. A cidade também se convertiu na residência dos proprietários dos imensos vinheiros da zona, desde então productora de vinho. Com um grande esforço e imenso trabalho, os campos de lava foram-se transformando em hortas e vinheiros, que deram productos de tão alta qualidade como o verdelho de Pico, alcançando durante mais de 200 anos uma nominação internacional em diferentes países como Inglaterra, América e Russia, aonde se servia na mesa dos Zares. Finalmente, a doença das vides destruiu o vinheiro em meados do século XIX, sendo a sua recuperação lenta a partir de novas existências.
A presença dos balleneros americanos nas águas de Açores desde os finais do século XVIII, introduziu um novo polo de actividades na ilha –a caça do cachalote-, que representou durante anos uma importante fonte de riqueza.
Hoje em dia, Pico é uma ilha que conhece um importante desenvolvimento económico, graças à instalação de novos portos e, sobretudo, de um aeroporto recentemente inaugurado.
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