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Graciosa

Datos geográficos. De forma oval, Graciosa tem 61.66 km2 de superfície, com 12.5 quilómetros de longitude e 8.5 quilómetros de largura máxima. Pouco montanhosa, plena e baixa no norte e nordeste, eleva-se lentamente até uma altitude de 398 metros no Pico de Timón, situado no centro. A ilha está situada a 39º 05´de latitude norte e a 28º 05' de longitude oeste. A sua população é de 4.780 habitantes, segundo o censo de 2001. Graciosa está constituída por um único município, Santa Cruz, que se divide por sua vez em quatro localidades ou parroquias: Guadalupe, Luz, Playa (San Mato) e Santa Cruz de Graciosa.

Festas. As principais festas desta ilha são:

As Festas do Espírito Santo: A principal celebração desta ilha é a festa do espírito santo, comúm em todo o arquipélago e organizada por uma capela denominada de imperio. Trata-se de uma importante festa religiosa que tem lugar todos os domingos durante sete semanas antes da Páscua e culmina no séptimo domingo, Pentecostés.

Fiestas del Señor Santo Cristo de los Milagros: Mais além do seu componente religioso inclui um conjunto de manifestações de carácter popular, que vão desde espectáculos musicais até outros acontecimentos culturais. Celebra-se na segunda semana de agosto, e inclui competiçoes de barcos e corridas de touros. Estas festas atraem a gente de todas as ilhas, assim como aos emigrantes açorianos radicados no Norte de América.

Gastronomia. A gastronomia de Graciosa é conhecido pelo seu rico prato de peixes, entre os quais se destaca a caldeirada de peixe e o peixe no forno, as duas formas mais comúns de prepará-los. Os camarões são igualmente abundantes nestas costas, onde se encontra com facilidade uma boa variedade de cavacos, santolas, lagostas e lapas, todos eles muito apreciados pelos seus habitantes. As queijadas de Graciosa têm fama em toda a ilha, assim como os pastéis de arroz. Finalmente, os empadões de ovo e de massa sovada são as grandes especialidades da gastronomia graciosense.

Na ilha também produz-se bons vinhos, igual que nas restantes ilhas do arquipélago. Os velhos aguardentes e vinhos brancos producidos nesta região satisfazme igualmente aos gostos dos mais exigentes.

História. A data do descubrimento de Graciosa é duvidosa, mesmo que seja probable que tenha tido lugar por iniciativa de marinheiros da ilha vizinha de Terceira. Sómente sabe-se que foi conquistada pela orden do infnte Don Henrique, e que em meados do século XV já se encontravam nela colonizadores, sendo pioneiro Vasco Gil Sodré, de Montemor-o-Velho, junto com a sua família e os seus criados (construiu a sua casa no mesmo lugar em que descargou: Carapacho). Apesar das diligências feitas por Sodré para receber a donação da ilha, a Capitanaria da parte septentrional de Graciosa concedeu-a a Pedro Correia da Cunha, cunhado de Cristóvão Colombo, e a parte meridional a Duarte de Barreto.

O aumento da população - saida, segundo alguns historiadores, de Beiras e do Minho e também de Flandes--, assim como a prosperidade da ilha, fez com que Santa Cruz recebera a carta de burgo em 1486; enquanto que Praia recebeu esta distinção em 1546. Os homens das grandes famílias que contribuiram para o assentamento e o crescimento da ilha encontram-se aínda hoje na ilha.

Consagrando-se desde o seu descubrimento na agricultura e na vide, Graciosa exporta, desde o século XVI, trigo, achicoria, vinho e aguardente. Com uma economia de predomínio agrícola, relizou todo o seu comércio com Terceira, que disponhia de um porto frequentado por navios de grandes toneladas e era o centro económico e administrativo.

Graciosa sufreu numerosos ataques e assaltos de corsários durante o século XVIII, e igualmente passaram por ela personalidades históricas ao longo dos séculos. A primeira foi o Padre António Vieira que, em 1654, depois do naufrágio do navio que o transportava a Lisboa, perto da ilha do Corvo, foi recolhido por um corsário holandês que o levou a Graciosa, aonde permaneceu dois meses. Seguidamente veio o escritor francês Chateaubriand, que fez escala na ilha, na sua fuga para América na época da Revolução Francesa, e que faz referência a sua estadia em Graciosa nalgumas das suas obras.

O poeta Almeida Garett também residiu em Graciosa em 1814, com 15 años, após realizar uma visita a um tio seu que exercia a funçao de juíz do Rei, e aí escreveu alguns textos revelados do seu talento. Por último, em 1879, chegou o Príncipe Alberto de Mónaco à ilha para realizar os seus conhecidos trabalhos de hidrografia e estudo da vida marina.

Orientada a agricultura, a craição de gado e a producção de leite, Graciosa conserva as suas características de ilha rural e tranquila, acompanhando e participano ao mesmo tempo no progresso de Açores.

 

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