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Faial

Datos geográficos. Com a forma de um pentágono irregular e 173.42 quilómetros quadradosa ilha de Faial tem 21 quilómetros de longitude e 14 de largura máxima. Está situado a 38º 36' de latitude ao norte e a 28º 30' de longitude do oeste. A sua população é de 15.063 habitantes (censo 2001).

A ilha está constituida por uma única localidade, o seu capital Horta, que se subdivide por sua vez em 13 aldeias: Capelo, Castelo Branco, Cedros, Feteira, Flamengos, Angústias, Conceição, La Matriz, Pedro Miguel, Praia do Almoxarife, Praia do Norte, Ribeirinha e Salão. Dominada pelo cone vulcânico da Caldeira, com espirais em declives suaves interrumpidos por formações vulcânicas secundárias, a ilha tem a su altitude máxima em Cabeço Gordo, com 1.043 metros de altitude.

Festas. As principais festas desta ilha são:

As Festas do Espírito Santo: A principal celebração desta ilha é a festa do espírito santo, comúm em todo o arquipélago e organizada por uma capela denominada de imperio. Trata-se de uma importante festa religiosa que tem lugar todos os domingos durante sete semanas antes de Páscua e culmina o séptimo domingo, Pentecostés.

Festa de São João: São João é um dos santos que conta com mais devotos na ilha. A origem destas festas data da colonização de Terceira, já que São João é patrão dos fidalgos portugueses. Os nobres que estavam aí instalados construiram uma capela para o santo para celebrar esta comemoração religiosa, que tem lugar no dia 24 de junho.

Festas de Nossa señora das Angûstias: É considerada a maior festa religiosa, cuja origem se data da época da colonização da ilha, e cuja primitiva capela mandou-se construir por Don Brites de Macedo, quem colocou uma imagen da patroa trazída de Flandes. Celebra-se no sexto domingo depois de Páscua.

Semana do Mar: Celebra-se ao longo da primeira semana de agosto, destacando as actuaçes de músicos locais e internacionais. Estas festas inundam as ruas da cidade de alegria e música de filarmónicas e tunas, cantos e bailes de grupos folclóricos e etnográficos, assim como de deliciosos perfumes dos petiscos que se servem nos quioscos; há igualmente exposiçes de artesanato local e uma feira do livro. No porto, destaca-se a presenta de dezenas de veleiros com o colorido das suas velas e bandeiras. No mar se realizam concursos nas águas do canal Faial/Pico, provas de velas, windsurf, natação, pesca, corridas de canoas e outros jogos nâuticos.

Gastronomia. Os pratos de linguado com nhames, molhadas de carne, chouriço de sangue de porco, tostadas de vinha-de-alhos, as sopas do Espírito Santo, ou o guisado de polvo con vinho, são algumas das delícias que se podem saborear acompanhadas com bonss vinhos da ilha de Pico. A abundância de peixes e mariscos frescos dá origem às conhecidas caldeiras e mariscadas, tais como a lagosta, o cavaco e o caranguejo de fundo.

O queijo da ilha producida em Faial, assim como o caramelo conhecido pelo pintoresco nome de fofas, sao bons pratos para o refrigerio.

História. Antigamente conhecida pelo nome de Ilha da Ventura e, por Ilha de São Luis após o seu descubrimento pelos navegantes portugueses, teve como primeiro habitante, segundo a lenda, um ermitao.

Mais tarde, quando já habitavam os colonos que vieram de Portugal, na ilha desembarcou um flamenco rico, Josse Van Huerter, acompanhado por outros quinze compatriotas, em busca de dinheiro e o estanho que, segundo o que se dizia, existia em Faial; e mesmo que a viagem destes exploradores fracassou, Van Huerter ficou entusiasmado com a fertilidade da ilha e permaneceu nela, obtendo em 1648 a carta de donatário da ilha, graças a mediación da Duquesa de Borgonha. O comerciante obteve igualmente o directo de trazer colonos de Flandes (entao devastada pela guerra), que finalmente se estabeleceram no município de flamengos e, mais tarde, na região de Horta.

A ilha desenvolveu-se graças à agricultura e à exportaçao do pastel, planta utilizada na tintorería. Em 1583, e em conformidade com o desembarque iniciado na ilha Terceira, uma frota espanhola dirigiu-se a Faial e terminou conquistando a ilha junto com soldados franceses. Posteriormente, corsários ingleses causaram grandes prejuízos à ilha, que também sofreu um seísmo em 1672, que causou importantes destruíções.

No século XIX, Faial participa activamente nas lutas que enfrentam aos liberais e aos absolutistas, defendendo finalmente os primeiros e recebendo a visita do rei Don Pedro IV em 1832. Além de proporcionar valiosos combatentes, Faial contribuiu para a causa liberal com um arsenal que serviu para equipar a frota.

A sua posição no Atlântico e a existência dum porto atraiu rumo a 1860 aos navios dedicados ao comércio das laranjas e aos balleneros, que vinham abastecer-se na ilha.

No século XX, Faial convertiu-se num importante centro de conecção por cabo submarino e jugou um papel activo nos primeiros passos do desenvolvimento da aviaçao. Faial é hoje em dia uma ilha na fase de desenvolvimento, cuja economia se base ana agricultura, a criaçao de gado, os productos lacteos, a pesca e o comércio.

 

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