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Os Açores foram colonizados por portugueses a meados do século XV, e sua povoação é de 336.000 habitantes. O arquipélago recebe o seu nome pelas aves que os exploradores viram sobrevoar a zona, e que as confundiram com açores.
Nascidas do fogo, os Açores são todo um laboratorio de vulcanologia que determinaram uma orografía peculiar em cada ilha, caracterizadas pela existência de vários ecossistemas de exuberante vegetação. Todas contam com imponentes cones vulcânicos que tocam as nuvens, sendo a montanha do Pico, com 2.351 metros, o ponto mais elevado de Portugal.
O clima subtropical húmido e suave que beneficia o arquiipélago practicamente todo o ano, deve-se à influência da corrente do golfo, concentrando a temporada de chuvas entre os meses de Novembro e Março. Não obstante, nos Açores durante todo o dia podem dar-se os condicionantes climatológicos das quatro estações de forma desconcertante, sem que ele chega a perturbar a atmosfera de tranquilidade que se respira em cada uma de suas ilhas.
De profundo recolhimento, seus povos mantêm em todo o seu esplendor as Festas do Espírito Santo, que se repetem todos os anos desde a colonização das ilhas. A invocação ao Espírito Santo, aquando das catástrofes naturais que afligiram o arquipélago e a fama dos seus milagres, a vida difícil e o isolamento das ilhas, contrinuíram para que o culto se fortalecesse e permanecesse. O carácter do ilhéu é extraordinariamente nobre, o que se traduz em sincera hospitalidade ao visitante.
A sua economia baseia-se actualmente no turismo, na agricultura e na pesca, mas no passado apoiu-se na caça à baleia, que na actualidade adquiriu uma popularidade como actividade de recreio muito apreciada pelos turistas.
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